Problemas com home office: "Estão falando pelas minhas costas": - VitalSmarts Brasil

Problemas com home office: “Estão falando pelas minhas costas”:

Pesquisa destaca a necessidade de gerentes criarem fortes conexões para evitar problemas com home office.

O estudo sugere que as pessoas que trabalham em locais remotos possuem mais dificuldade do que outros funcionários para conseguirem afirmar suas prioridades, entre outras dificuldades.

Trabalhar fora do local de trabalho

Por Joann S. Lublin, tradução livre por Vinicius Costa

Trabalhar em casa pode não ser lá essa maravilha quanto parece ser. Segundo novo estudo, quem trabalha fora do local de trabalho acaba mais propenso a acreditar que seus colegas não o tratam igualmente, o que pode gerar problemas graves dentro de uma organização.

De acordo com uma pesquisa feita pela VitalSmarts com 1.153 pessoas, um dos problemas com home office, ou com quem que trabalha em outra localização remota, está o de que esses colaboradores lutam mais do que os que estão presentes no ambiente corporativo para que os colegas de trabalho entendam suas prioridades. Aproximadamente metade dos entrevistados disse que faz home office.

Os resultados da pesquisa, realizada em setembro e outubro desse ano, destacam “a importância das organizações descobrirem como gerenciar funcionários remotos”, disse David Maxfield, vice-presidente de pesquisa da VitalSmarts e co-autor do estudo.

A maioria dos empregadores dos EUA permite aos funcionários estar fora ambiente comum de trabalho, de acordo com a Society for Human Resource Management. As organizações dizem que o home office melhora a satisfação e retenção dos funcionários ao mesmo tempo em que ajuda no recrutamento.

Mas a prática também cria desafios. De acordo com a pesquisa da VitalSmarts, os trabalhadores remotos são significativamente mais propensos do que seus colegas no local a informar que os colegas mudam os projetos sem aviso prévio e a acreditar que colegas de trabalho falam mal pelas suas costas e fazem lobby contra eles com outros colaboradores.

Assim, esse quem está fora do local de trabalho percebe maiores danos na organização com esse tipo de problema do que quem está presente nesse ambiente, incluindo tempo desperdiçado, mais estresse, menor produtividade e menor moral, como mostra a pesquisa.

Segundo David Maxfield, um dos condutores do estudo, os indivíduos que trabalham remotamente têm problemas para resolver as dificuldades de trabalho porque raramente se encontram frente a frente com seus supervisores. “Fora da vista, fora de espírito”, disse ele.

Quase metade de todos os entrevistados na pesquisa disseram que os gerentes mais bem-sucedidos checam frequentemente e regularmente os funcionários remotos.

As organizações usam abordagens diferentes para ajudar esses trabalhadores remotos. A Belay Inc., por exemplo, uma startup com mão-de-obra totalmente remota, tem uma posição rígida sobre fofoca, assunto citado no estudo da VitalSmarts. Os 71 colaboradores corporativos da empresa e os 540 contratados oferecem serviços como assistentes virtuais.

A Belay demitiu dois funcionários corporativos por violarem sua proibição a fofocas no local de trabalho. O Chefe-Executivo, Bryan Miles, disse que quer que funcionários façam suas queixas com o gerenciamento porque as fofocas “são incrivelmente tóxicas em uma empresa virtual”.

Na Dell Technologies Inc., cerca de 15% dos funcionários se inscreveram formalmente para trabalhar onde preferirem, mas 58% trabalham remotamente pelo menos um dia por semana.

O gigante da tecnologia diz que encoraja os líderes a verificarem regularmente seus subordinados, independentemente deles trabalharem no mesmo prédio, em casa ou em um escritório distante.

Sentir-se isolado “não é algo único para quem está fora do local de trabalho”, observou Mohammed Chahdi, diretor de serviços humanos globais da Dell.

Muitos empregadores, no entanto, “deixaram o trabalho remoto acontecer em vez de fazer acontecer”. Eles não fizeram o treinamento (de gerenciamento) “, disse Kate Lister, presidente da Global Workplace Analytics, uma consultoria.

É por isso que a National Equity Fund Inc, um sindicato imobiliário sem fins lucrativos e construtor de casas de baixa renda, treinou seus colaboradores antes de oferecer a possibilidade do trabalho remoto em 2013 para toda a empresa.

Durante o treinamento, os gestores aprenderam a confiar nos colaboradores que trabalham em casa, disse Gaylene Domer, vice-presidente de gerenciamento de instalações. “Muitos dos nossos gerentes que estavam totalmente contra isso agora estão trabalhando em casa”, disse ela.

Mais de metade dos 176 colaboradores da National Equity trabalham principalmente em casa, embora ainda devam ir ao escritório pelo menos dois dias por semana.

 

Originalmente publicado no The Wall Street Journal

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